URL do blog: http://www.casamentoclick.com/blogs/Hugo_e_Diana/file/2009/07/236829.html (ver numa nova janela)
Enviar a um amigo
Preciso rectificar a frase que transmite ausência de contratempos pela manhã.
E nem vou sequer referir que borrei o rímel logo ao pô-lo, problema que a maquilhadora-fada-madrinha prontamente resolveu.
O problema foi mesmo com o BOUQUET!
A florista não aparecia, combinámos às 9h,a minha mãe e a madrinha plantadas à porta
"espera mais um bocadinho, se calhar percebeu 9h30"
Nesta hora e meia mal me apercebi do problema que se avizinhava, estava entretida a tentar pintar-me, vestir-me ou andar já com o véu enfiado na cabeça e estava em piloto automático como se fosse dia de exame e bem, já nem vale a pena abrir o livro.
As amigas estreolhavam-se, esperavam o momento em que eu me aperceberia que não tinha bouquet e preparavam-se para qualquer reacção.
Entre elas, planeavam "vamos apanhar papolias ao campo..."
Às 10h30 lá surge ela a correr para... fazer o bouquet, ali, na hora.
Devia ser para irem fresquinhas :)
E lá escapei, por muito pouco, a levar um ramo de "flores campestres"
Um festa destas precisa de ser organizada com dedicação e tempo.
Uma festa destas com um propósito tão especial requer ainda a participação de familiares e amigos.
Aos quais devemos um gigante OBRIGADO:
- Aos pais que organizaram a recepção dos convidados em suas casa onde nada faltou. Que nos aturaram tantos meses com os preparativos, deram o maior apoio e com quem refilamos sem razão se alguma coisa não corria tão bem. Desculpem qualquer coisa, desculpem os pequenos enfartes que foram tendo com tanto stress, espero que tenha valido a pena
- Aos grandes amigos que preraram despedidas de solteiros espectaculares e memoráveis, que estiveram sempre presentes e que estavam tão felizes naquele dia, tornando tudo ainda mais especial.
- Aos que percorreram dezenas de quilómetros, os das centenas e os vários que percorreram milhares para estarem presentes
- À equipa de escolha do vestido e adereços que como se viu fez um óptimo trabalho.
- À equipa que me preparou: agora maquilhadem, agora lingerie, agora sapatos, agora vestido, agora vai...
- Aos que me levaram a tirar as fotografias nos vários locais - Capela, Castanheiro Gigante, Anta, que me ajudaram com os vestido as poses e os olhares :)
- Ao músicos da igreja, aos avô Silva pelas músicas de entrada, e aos restantes pela paciência nos ensaios e pela surpresa musical. Adorámos. A todos os que cantaram com afinco durante a missa.
- Aos pequenos leitores. Aos grandes leitores também e à Salmista
- Aos padrinhos, que aceitaram o papel e o cumpriram na perfeição.
- Aos que enfeitaram, opinaram, criticaram e ajudaram. Aos que puseram as mesas, cozinharam, que colheram as pétalas e aos que as mandaram.
- Aos que levaram e montaram o material de som, luzes e toda a panóplia de equipamentos.
- Aos que disponibilizaram espaços para os amigos dormirem.
- Aos vários grupos de músicos da noite.Ao DJ Helder on the night.
- Aos que fizeram brindes
- Especial: Às irmãs, a quem ligavamos à última hora a pedir qualquer coisa e lá íam elas. Com quem refilamos sem razão se alguma coisa corria menos bem (tipo a chuva)
A todos os que estiveram presentes só por isso, muito, muiot obrigada. Foi um casamento muito divertido e aí sim é que sozinhos não faríamos isso.
Se alguma dúvida tinham, que fique desfeita: foi melhor do que previmos.
E tinhamos previsto que fosse perfeito!!
“No dia antes isole-se, tome um longo banho e descontraia” são os conselhos dados às noivas por toda a revista que se preze.
Não cumprida!
A família chegava aos poucos ao longo dos últimos dias. Os primos cumpriam o seu ritual de ir lá a casa e ouvia-se o típico “tia Bel, podemos fazer legos no meio da tua sala?”
Havia uma última despedida de solteira por fazer, toca a organizar e a ir ao Karaoke cantar com a Cau “Qual é o melhor dia para casar”
A Célia e a Matilde chegaram dois dias antes completamente decididas a conhecer a noite da Guarda, tantas vezes referida como a Ibiza de Portugal (é a loucura, lol). E eu… bem, vamos lá mostrar-vos a Guarda, assim como assim ainda é antevéspera.
O grosso da questão estava tratada. Restava o mau tempo mas como o que não tem remédio, remediado está, vamos lá beber umas minis com os convidados do noivo que palpitavam pela madrinha e a fada madrinha.
Na véspera as amigas de longa data toca de dar um ar da sua graça e em vez de saírem às 17h, às 19h ou às 21h não, conseguiram reunir as tropas em Lisboa quase às onze da noite e chegar junto a mim madrugada fora.
Não havia problema, vinham a caminho a cantora do salmo que percorreu 800 km numa verdadeira travessia lusitana.
Para ir descontraindo enquanto esperava, o talhante passou lá em casa para deixar o chouriço fatiado à meia-noite “para estar fresquinho…”, a tia Zé queria ensaiar as músicas da igreja e foi só uma começar para se lançarem numa imparável interpertação de aleluias e pai-nossos serão fora.
Até alguém se lembrar que já era efectivamente dia do casamento e que teoricamente já se poderia desgustar croquetes e miniaturas.
O meu Pai concordou e abriu a primeira garrafa de vinho.
Saltou-se a contagem decrescente, o foguetão estava em órbita.
A festa já não se podia parar.
Os dias que antecederam a Boda caracterizaram-se pelo Nosso Senhor a pôr à prova a minha tolerância às contrariedades da vida.
Como é óbvio, chumbei!
A chuva torrencial e os 11ºC de temperatura máxima a 4 dias do casamento culminaram em pequenos períodos de desespero intercalados com resignação de quem não pode fazer nada.
O site da meteorologia nunca teve tantas visitas na esperança que o bom tempo que davam para 5ª feira – 30ºC e sol – se antecipasse 1 diazito.
E se é certo que há um ditado para consolar as noivas que têm chuva no seu casamento, nada há acerca de GRANIZO e sim, era isso que caía nas antevésperas do grande dia.
CASAMENTO COM GRANIZO, NOIVO COM JUIZO?
Bom, choros à parte, os acertos finais foram-se fazendo com as situações caricatas a sucederem-se:
- As flores para enfeitar a Igreja estavam tooodas fechadas, parecia uma mão cheia de verdura; toca a trocar tudo a correr
- A minha aliança tinha um pequeno lapso de gravação
“Hugo 10-10-06-2009”…
Era para sublinhar bem a questão! O Ourives foi chamado entre os “dezes” e quando voltou regravou o dia… foi rectificado a tempo
- Confirmações e “desconfirmações” de última hora
- A florista que enfeitou a quinta não sabia dois dias antes que iria enfeitá-la “Ai há lá um casamento? Ainda não sabia. Tudo bem!”
E eu dizia tudo bem também porque no fundo tinha mais com que me preocupar, nomeadamente o inverno que se instalara na Guarda e parecia não arredar pé.
No meio da alegre confusão final, a minha mãe colocava girassóis na mesa, a tia Zé fritava, fritava, a minha madrinha enfeitava escadas e cestos, a Matilde treinava em mim a maquilhagem, o tio Fernando observava, os primos ensaiavam as leituras, o coro dava os últimos retoques e fazia ensaios às minhas escondidas.
Eu suspirava por sol e dizia: Isto é uma tragédia!
E a família dava uma gargalhada. Obrigadinha…